Moda e Vestuário

Sungaria de Salvador aposta no mercado de nicho e no empreendedorismo digital

A marca Closet Clothing procura fugir do comum das lojas de moda praia, apostando no mercado gay e já tem negócios fora do país.

Por: Alanilson Leite, Daniel Lyra e Vitor Arthur

Closet Clothing foge do padrão da sunga branca e traz cor à suas peças

A vibração das cores e a cultura baiana estão presentes nas sungas.

Soteropolitana, a Closet Clothing é uma loja que vende shorts, bermudas, camisas e o carro chefe da marca, sungas e saídas de praia masculinas. Criadas por Paulo Barbosa, as peças que têm o objetivo de fugir do convencional, são vendidas, em Salvador, no Porto da Barra.

O diferencial da loja, é trabalhar com o meio digital, pelas redes sociais e o site, com entregas para todo o Brasil. Desde o início, como modelo de negócio, a Closet Clothing já estava no meio digital. O primeiro suporte para as vendas foi o Orkut, que surgiu em 2004 e atualmente não está mais disponível.

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Hoje em dia, as vendas continuam sendo diretas e feitas pelo WhatsApp, Instagram e Facebook, além do site e das lojas físicas. Além disso, elas são feitas para todos os estados do Brasil através do site.

A margem de faturamento não fica restrita apenas à capital baiana, dessa maneira, chega a representar 60% do faturamento da empresa.

“O site é um Fator muito determinante, além de ser uma ferramenta de total importância. Ontem mesmo, eu estava dormindo e quando acordei hoje foram feitas três vendas no site. A gente não abre mão dessa plataforma”, disse o empresário Paulo Barbosa, dono da loja e dos designs feitos para a Closet Clothing.

Paulo explica que a loja e a marca surgem da inquietude de achar coisas que “transcendam o básico”, apostando no “diferente, o colorido e o irreverente”. Principalmente, pois seu público é maioritariamente de homens gays que visam fugir desse padrão heteronormativo no mundo da moda e, consequentemente, nas sungarias.

Closet Clothing foge do padrão da sunga branca e traz cor à suas peças

A loja é conhecida por sua inovação com as peças, buscando usar designs ousados em relação ao mercado

“Tudo que está na loja e no e-commerce vem de um desejo meu de encontrar isso em outras lojas, então eu pensei: já que eu não encontro, vou fazer “, explica Paulo. Ele fala também que o público se identifica com o conceito da marca e isso facilita a relação com o consumidor.

A modelagem da peça para o criador da loja é muito importante, pois é para ele a “alma do negócio”. “Por isso a marca se chama Closet Clothing, pois traz uma proximidade. Closet é como se você estivesse em sua casa, em seu closet e pegasse uma roupa para ir para balada, uma sunga pra ir para a praia “, afirmou o empreendedor.

O básico, como malhas lisas de cor branca e preta, por exemplo, não é muito trabalhado por lá. Além dos modelos de sunga brief, retrô e tradicional, vendidos na loja, uma outra estratégia para diferenciar a marca da concorrência é a valorização do corpo masculino, além de criar um clima de intimidade com o cliente.

Mercado Nacional e Internacional

A marca ficou conhecida nacionalmente em 2016 e um ano depois uma loja física foi montada em Ipanema, no Rio de Janeiro. Já há planejamento para abrir outra loja em São Paulo. Um braço da marca, a Sunga Closet, já é conhecida no exterior. Eles comercializam com lojas multimarcas em Miami, nos Estados Unidos.

Sobre os planos para o futuro, Paulo afirma que tem interesse no mercado internacional. “Esse mercado externo promete e tem muita coisa bacana que vai rolar do lado de lá” concluiu o criador da Closet Clothing.

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