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Redes Sociais apoiam empreendedores em tempos de crise

Redes Sociais Logomarca

Ferramentas como o Instagram permitem elaborar estratégias para conquistar mais visibilidade e aumento de vendas em meio ao isolamento social.

“Empreender para mim vai além de simplesmente fazer algo para ter lucro”, é dessa forma que a empreendedora Tatiany Santos, 26 anos, resume a sua atividade. Em meio ao contexto de pandemia gerado pelo novo coronavírus, pequenos e grandes empreendedores reinventaram seus negócios para que continuem funcionando através das redes sociais.

As táticas para enfrentar a crise vão de mudanças no produto “carro-chefe” à oferta de voucher com desconto para quem comprar agora o serviço e utilizá-lo quando tudo voltar ao comum.

Com isso, embora a crise já influencie muito nas tendências de pesquisa, os usuários continuam realizando buscas por diversos assuntos, a exemplo de “Como ganhar dinheiro na pandemia”, ideias, soluções e engajamento. 

Conforme informações do Google Trends, do dia 14 a 20 de junho, a plataforma registrou um crescimento de pesquisas relacionas a como ganhar dinheiro na pandemia. As regiões que mais se interessaram pelo assunto foi: Rio de Janeiro; São Paulo e Minas Gerais.

Na Bahia, o termo “como ganhar dinheiro” alcançou o segundo lugar das regiões que mais pesquisaram pela informação no Google. Já em Salvador, o termo “empreendedorismo”, contabilizou 45% de aumento nas pesquisas e “como ganhar dinheiro”, 55%. Consultas relacionadas à “empreendedorismo digital” teve um aumento de mais de 80%, no Trends. 

E nesse contexto de buscas na internet por estratégias de como empreender, Tatiany Santos enfatiza ainda, que sempre se atenta às mudanças e novidades que surgem, como uma forma de trazer novidades para o negócio e amenizar os impactos dessa crise.

Tatiany Santos, cresceu no município de Mata de São João, Região Metropolitana de Salvador (RMS), e hoje tornou-se empreendedora. Até criar o Sabores da Crys, há quase um mês, empresa que vende bolos e salgados, a exemplo de empadas, esfirras, pastéis e outros. Desempregada, ela que é formada em Logística, resolveu empreender na crise.

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Logomarca Sabores da Crys criado no Canva

Além de pesquisar táticas de engajamento nas redes sociais para divulgar seus produtos, criar interação e estilos diferentes para atrair ainda mais clientes.

“As redes sociais são a melhor vitrine que qualquer negócio pode ter, desde que bem utilizado e movimentado, acompanhando sempre os recursos para empresas na pandemia. Hoje, o Instagram me ajuda muito, principalmente com informações e dicas de como conectar aos clientes, atualizações, publicações de conteúdos criativos, vales-presentes, dentre outros”, salienta Santos.

Ainda conforme Tatiany, após a criação do perfil da empresa no Instagram, as impressões alcançaram quase 1.800 e cerca de 200 visitas no perfil, em menos de um mês. Além disso, Tatiany enfatiza que devido toda a interação, o número de pedidos e encomendas vem aumentando rapidamente, oferendo um lucro de quase R$ 900 no mês.

Ainda como uma forma de empreender, não visando somente o lucro, a empreendedora Santos, recorre aos “influenciadores digitais”, que de uma forma gratuita, divulgam as informações de seus produtos e captam ainda mais clientes e seguidores.

Para ela, esse foi um dos passos iniciais para que sua marca tivesse mais visibilidade. Além da questão de entregas delivery, sem que o cliente precise sair de casa para consumir seus produtos, principalmente por conta do confinamento social.

“Montei um cenário para tirar fotos criativas dos produtos, o selo da marca, os bastidores na produção dos itens, bilhete escrito a mão, sacolas personalizadas e o método delivery, que é um facilitador para trabalhadores informais”, pontua a empreendedora. 

Instagram no empreendedorismo

Ter uma boa comunicação com a clientela é um dos pontos primordiais de um empreendimento, além da dedicação ao serviço que oferece, otimização de tempo, definição do mercado e conhecimento do público, análise da concorrência e dos clientes, planejamento, confiança, investimento e outros métodos. Como aponta o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

No Instagram, as dicas importantes são: realizar um cronograma para as publicações diárias e a utilização de softwares para programar as publicações; criar um nome de usuário que seja facilmente reconhecido e encontrado pelo cliente; editar o perfil conforme o negócio, utilizando uma boa foto com a logomarca da empresa.

Mais, ter uma biografia simples e direta, tráfego para outros canais como link do seu site ou fanpage na sua biografia; usar hashtags e links para postagens; mudar para conta comercial; criar personas dos clientes; ser autêntico e criativo; depoimentos de clientes; vendas online e várias outras medidas interativas.

Trabalhadoras informais

Quando o assunto é impacto social e econômico, as mulheres estão entre os grupos mais afetados pelas consequências das medidas sanitárias e de isolamento social, necessárias para o combate do Coronavírus.

Conforme um estudo realizado em 2018 pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres do Estado da Bahia (SPM-BA), a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Bahia são quase três milhões de chefas de família monoparentais, correspondendo cerca de 19% da população e 44% das composições familiares. 

Dessa forma, as chefas monoparentais representam grande parte do contingente de trabalhadoras informais, que estão entre as mais vulneráveis nesse período de pandemia.

Também, ainda segundo uma análise do SEI/SPM-BA, na capital baiana e região metropolitana, são aproximadamente 38 mil famílias monoparentais em situação de extrema pobreza. Desse quantitativo, cerca de 30% dessas mulheres recebem menos de R$ 178 per capita por mês.

De acordo com a representante de Fecomércio, Rosemma Maluf, a maioria dos negócios liderados por mulheres são pequenos e com a pandemia e o fechamento do comércio, algumas empresas estão faturando praticamente zero.

“A vantagem de apoiar [comprando] esses pequenos empreendedores, mães de famílias que estão começando um negócio, é desconstruir a ideia de que somente lojas grandes que podem oferecer um serviço de qualidade. É desconstruir que somente em uma delicatessen será encontrado um bom produto. Pessoas informais e empreendedores podem oferecer qualidade”, finaliza Santos.  

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