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Empreendedoras; mulheres investem em seu próprio negócio.

Dona de Studio enxergou no alongamento de unhas uma oportunidade para transformar vidas tornando mulheres em empreendedoras.  

Mulheres empoderadas são pauta de muitas discussões atualmente. Afinal, elas, que são
maioria da população brasileira, segundo pesquisa feita pelo IBGE em 2015, tiveram
seus direitos negados durante muitos anos. Mas cada vez mais mulheres estão se
tornando empreendedoras em mercados promissores, como o do alongamento de unhas.

De acordo com pesquisa levantada pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e
Pequenas Empresas), a taxa de empreendedoras em estágio inicial (negócios nascentes),
em 2018, foi de 55,6%. O sonho do empreendedorismo feminino passou, então, da sexta
posição, em 2017, para a quarta posição no ano de 2018.

Daiana Capinam, moradora do bairro de Stella Maris, em Salvador, se tornou Nail
Designer com o intuito de alongar as próprias unhas. Mas, após ter sido desligada de
uma empresa localizada em Candeias, resolveu trabalhar por conta própria. Então,
unindo o útil ao agradável, decidiu iniciar um negócio no puxadinho de casa.

A idealizadora do Studio Bella Dai é uma baiana de 33 anos, formada em administração
e atuava no ramo de recursos humanos. O investimento em cursos da área estética fez
com que Daiana conquistasse cada vez mais clientes fiéis.

Após um tempo, ela resolveu inovar e empreender novas mulheres que também
tinham interesse em trabalhar por conta própria com alongamentos de unhas.

Há cerca de quatro anos, Daiana montou o Studio localizado em Itapuã. Hoje, ela chama
atenção para os benefícios da “liberdade de não ter chefia”, mesmo assumindo que se
cobra bastante em vários aspectos do seu trabalho.

“Posso fazer os meus horários e viajar tranquilamente. Basta organizar a minha agenda
para que isso seja possível. Tenho mais tempo para a minha família. Sem contar que
ganho mais do que quando trabalhava na empresa anterior”, declara Daiana.

A empresária acredita que esta é uma área que só tende a crescer em Salvador. Já que,
de acordo com ela, se trata de beleza e as mulheres brasileiras são muito vaidosas.

Apesar de já ser uma profissional reconhecida no mercado a profissional acredita que
ainda não atingiu o seu objetivo.

“Conto para minhas alunas toda a minha história. Do que eu passei para chegar aonde
cheguei. Quero que elas vejam que é possível sim, basta acreditar e trabalhar dando o
seu melhor todos os dias. Vivemos em uma cidade onde a mão de obra é muito ruim,
então falo para elas buscarem o diferencial. Dessa maneira você será referência na sua
área, não será só mais uma”, explica a empresária.

Transformando e inspirando

Empreendedoras

“Dai me ensinou cada passo com um de seus cursos. Além de ser uma excelente
profissional, me fez reviver em outras áreas da minha vida. Hoje tenho ela como amiga
e como mãe. Mesmo de longe sempre esteve comigo. Hoje em dia, com toda certeza sou
uma pessoa melhor depois dos seus cursos”, conta Taiane, uma das suas alunas do curso
de alongamento em gel, acrigel, fibra de vidro e acrílico para iniciantes.

Para a empresária a divulgação é um fator que faz o que o seu trabalho seja ainda mais
reconhecido. O Instagram é a rede social que Daiana mais utiliza e que recebe mais
pedidos para contratação, mas também conta com outros meios digitais, como o
Facebook.

O Studio Bella Dai, fica localizado em Itapuã, conhecido como um dos pontos turísticos
da cidade. O Studio não possui funcionários.

As mulheres microempreendedoras

Empreendoras

Empreendedoras investem em cursos de alongamento de unhas para investirem em seu próprio negócio.

Segundo pesquisas do Sebrae, as mulheres microempreendedoras apresentam mais
escolaridades, porém a busca por órgãos de apoio ainda é relativamente baixa, tanto
entre as mulheres quanto aos homens.

No ano de 2018, apenas 12% das mulheres administradoras buscaram ajudas em órgãos
para apoiar o desenvolvimento de seus negócios, mas ainda assim a procura pelo
Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, foi de 56,71%.

Segundo levantamento disponibilizado pelo Banco Central (2016) sobre indicadores de
crédito das Micro e Pequenas Empresas (MPE) no Brasil, 31% dos empréstimos
direcionados às MPE foram tomados por mulheres.

A proporção de empresas inadimplentes é mais alta no grupo dos homens (4,4%) do que
das mulheres (3,7).

Por: Lorena Santos e Mayara Hanske

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