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Acarajé da Dinha: Tradição e sabor tornam o negócio um cartão postal de Salvador

Identidade faz do Acarajé da Dinha uma marca cultural da culinária baiana

Tabuleiro do Acarajé da Dinha

Tabuleiro do Acarajé da Dinha
(Foto: Andreza Pereira.)

O acarajé da Dinha, situado no bairro do Rio vermelho, é o tabuleiro de acarajé mais tradicional da cidade de Salvador, com 75 anos de funcionamento.

Pionerismo, bom atendimento e qualidade dos materiais, são para Érica Cristina da Silva Cruz, neta de Dinha e atual responsável pelo negócio, os principais diferenciais da empresa.

Hoje a empresa possui dois pontos de venda, além do primeiro e mais conhecido, conta também com a nova sede no bairro Costa Azul.

Lindinalva de Assis, ou simplesmente “Dinha do acarajé”, assumiu o tabuleiro no largo de Santana após a morte de sua avó Ubaldina, que havia começado as atividades em janeiro de 1944.

Apesar de ter o acarajé como principal quitute, outras especiarias, como bolinho de estudante, abará, frango a passarinha e cocadas, também são comercializadas nos estabelecimentos.

 

História

"Dinha do Acarajé"

Lindinalva de Assis ou “Dinha do Acarajé”
(Foto: Reprodução Instagram @acarajedadinha.)

Dinha começou sua atividade com apenas sete anos de idade para ajudar sua avó e com dez passou a ser responsável pelo negócio para sustentar seus irmãos, já que para sobreviver a família dependia da venda dos quitutes.

“Minha vó fez vários trabalhos fora, foi pioneira em alguns segmentos, de eventos, de acarajé de coquetel, de levar o acarajé para fora do estado, para fora do país, fez muitos camarotes. Foi uma das primeiras baianas a servir acarajé nos camarotes no carnaval de Salvador”, conta Érica Cristina.

O trabalho de Dinha ia além de apenas preparar e vender os acarajés. Devido a sua grande representatividade, a cozinheira fez algumas excursões pela Europa, em países como França e Portugal, afim de levar a cultura das baianas de acarajé para fora do Brasil, inclusive, contribuindo para tornar da classe uma profissão.

Em 16 de maio de 2008, Dinha veio a falecer aos 56 anos, deixando um legado como ícone da cultura baiana e da classe das baianas de acarajé, a qual foi tombada como patrimônio cultural, em 2005, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Adaptações tecnológicas

Acarajé Delivery

Perfil no Ifood
(Foto: Reprodução Ifood.)

Adaptação às novas tendências tecnológicas também marcam a trajetória da empresa. O Acarajé da Dinha pode ser encontrado em redes sociais como Instagram e Facebook. Além disso, o estabelecimento também está presente nos principais aplicativos de entrega, como o iFood.

“Entendemos que era importante ir além do tradicional, além de ter nossos pontos físicos, entrar no segmento de delivery, que só agrega. Quem não pode vir, quem não sabe a localização, tem muito turista que chega na cidade e que não conhece direito, fica com receio. Então, já tem um aplicativo que facilita isso”, explica Érica Cristina, sobre a modernização dos tabuleiros.

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